BlogNotícia

Mundial de MTB 2026: Leonardo Bernardes no top 10 e os brasileiros prova a prova

Laura Stigger, com o uniforme vermelho e branco da Áustria, leva a mão ao capacete ao cruzar a linha de chegada à frente de Evie Richards, com o público atrás das grades.

O Mundial de MTB 2026 começou em Val di Sole, na Itália, e a essa altura já tem cinco camisas arco-íris entregues, um revezamento decidido e duas provas de Short Track que terminaram no sprint. Fui atrás dos resultados oficiais prova por prova, porque a pergunta que interessa aqui é sempre a mesma: onde é que o Brasil está nisso tudo. E tem coisa boa pra contar, principalmente entre os juniores.

Stigger e Boichis vencem o Short Track no sprint

No feminino, Laura Stigger levou a melhor sobre Evie Richards num final apertadíssimo: as duas cruzaram com 20:50, e a britânica ficou com a prata na foto. Sina Frei fechou o pódio a um segundo. Stigger já tinha sido campeã mundial júnior e sub-23, e esse é o primeiro arco-íris dela no elite.

No masculino, o francês Adrien Boichis bateu o britânico Charlie Aldridge também no sprint, os dois com 20:32. Luca Martin, outro francês, completou o pódio a dois segundos. Victor Koretzky, que chegou ao Mundial vindo de lesão, terminou em 34º, a 58 segundos. A corrida foi de grupo grande até o fim, e só se abriu de verdade nas últimas voltas.

Os brasileiros no Short Track elite

Aqui está o dado que ninguém tinha juntado ainda. No masculino, Ulan Galinski terminou em 29º, a 25 segundos do vencedor, e Alex Malacarne foi o 31º, a 30 segundos, numa prova com 50 largando. Pode parecer pouco à primeira vista, mas Short Track é prova de 20 minutos em bloco: 25 segundos ali é meia volta, e os dois terminaram na mesma volta do campeão mundial, o que já não é o caso de boa parte do pelotão.

No feminino, Karen Olimpio e Raiza Goulão foram a 29ª e a 30ª, ambas dobradas em três voltas, com 33 largando. O Short Track é justamente a prova em que a diferença de ritmo aparece mais rápido, porque não existe onde se esconder.

Os irmãos Halter fizeram a dobradinha no sub-23

A história mais bonita do dia veio da Suíça. Monique Halter venceu o Short Track sub-23 feminino no sprint, à frente da britânica Bethany-Ann Jackson, com a americana Makena Kellerman em terceiro. Pouco depois, o irmão dela, Nicolas Halter, ganhou a prova masculina, também no sprint, com o alemão Paul Schehl em segundo e o holandês Rens Teunissen van Manen em terceiro. Dois arco-íris na mesma família, no mesmo dia.

Do lado brasileiro, Luiza Cocuzzi foi a 34ª entre 39 no feminino e Vinicius Howe fechou em 36º entre 51 no masculino.

Leonardo Bernardes no top 10 do Mundial júnior

Esse é o resultado que eu destacaria da semana até aqui. No cross-country júnior masculino, com 114 atletas largando, Leonardo Bernardes terminou em nono, a 2min39s do vencedor. Top 10 em Mundial de categoria de base, num pelotão desse tamanho e numa pista pesada como a de Val di Sole, é resultado de gente que está no caminho certo. Miguel Urrea Volpini e André Vecchi Contador também correram, e terminaram em 87º e 97º.

A vitória ficou com o australiano Connor Wright, que venceu por 1min16s sobre o austríaco Michael Hettegger, com o suíço Marwan Barhoumi em terceiro. Wright já tem contrato assinado com a estrutura de desenvolvimento da Tudor para 2027.

No júnior feminino, a suíça Anja Grossmann venceu com 57:57, 48 segundos à frente da tcheca Barbora Bukovská, e a francesa Agathe Vauchamp completou o pódio. Angelina Santos representou o Brasil e terminou em 38º entre 70.

O revezamento misto e o E-MTB

A Itália ganhou o revezamento misto em casa, com 1h08min06s, à frente da Suíça e dos Estados Unidos. O Brasil terminou em nono entre 13 equipes, com 1h13min24s. Revezamento é a prova em que a profundidade de um país aparece sem disfarce, porque não adianta ter um atleta muito forte e o resto longe.

No E-MTB, o francês Jérôme Gilloux venceu no masculino, com Joris Ryf a 8 segundos, e Thiago Baraibar foi o 16º entre 17. No feminino, a austríaca Anna Spielmann levou o arco-íris, com Kathrin Stirnemann a 11 segundos, e Roberta Stopa terminou em sexto entre nove largando.

O que o Brasil trouxe do Mundial até aqui

ProvaAtletaPosiçãoDiferença
XCO júnior masculinoLeonardo Bernardes9º de 114+2min39s
Revezamento mistoBrasil9º de 131h13min24s
E-MTB femininoRoberta Stopa6ª de 9a 2 voltas
Short Track elite masculinoUlan Galinski29º de 50+25s
Short Track elite masculinoAlex Malacarne31º de 50+30s
Short Track elite femininoKaren Olimpio29ª de 33a 3 voltas
Short Track elite femininoRaiza Goulão30ª de 33a 3 voltas
Short Track sub-23 masculinoVinicius Howe36º de 51a 1 volta
Short Track sub-23 femininoLuiza Cocuzzi34ª de 39a 2 voltas
XCO júnior femininoAngelina Santos38ª de 70+10min55s
E-MTB masculinoThiago Baraibar16º de 17a 7 voltas

O que ainda vem por aí

O Mundial não acabou, e o mais pesado ficou pro fim de semana. No sábado, 29, saem os títulos de downhill júnior e elite. No domingo, 30, é o dia do cross-country olímpico: sub-23 pela manhã e o elite à tarde, com o feminino às 13h e o masculino às 15h15 no horário local, que é cinco horas à frente do nosso.

Vou acompanhar e volto aqui com o resultado das duas provas grandes, com os brasileiros de novo separados um por um.

0 comentários

Deixe seu comentário

carregando comentários…