Alex Malacarne no top 15 mundial: o que esse número significa para o ciclismo brasileiro
Alex Malacarne alcançou o 13º lugar no ranking UCI e mantém o Brasil num patamar dos melhores do mundo.

Esta notícia merece mais do que um scroll rápido no feed: Alex Malacarne chegou ao 13º lugar no ranking mundial da UCI no cross-country, e manter-se nesta posição é algo de celebrar, noticiar muito. Estar entre os quinze melhores do planeta numa modalidade olímpica, disputada por atletas de países com estrutura, investimento e tradição muito maiores que a nossa, é algo que precisa ser dito com a devida seriedade.
O ranking da UCI não é um detalhe burocrático. Ele define convites para provas, acesso a equipes internacionais, visibilidade para patrocinadores e, no caso do mountain bike, pontuação que dialoga diretamente com a Copa do Mundo da modalidade. Quando um brasileiro volta a aparecer nessa lista entre os grandes nomes do cross-country mundial, o efeito vai além do atleta: abre portas, cria referência e mostra para quem está começando que o caminho é possível.
Fico pensando no que a trajetória do Malacarne e Ulan, da atualidade, e o que foi a trajetória de Henrique Avancini, representam para os jovens que pedalam trilha no Brasil achando que o teto deles é regional ou, no máximo, nacional. Ver um compatriota figurar entre os maiores do cross-country mundial é o tipo de coisa que muda a percepção do que é possível. Não resolve os problemas estruturais do esporte no país, isso seria ingenuidade, mas continua regando o que foi plantado, uma semente real, concreta, baseada em resultado e não em promessa.
Há um video feito por Henrique Furtado, que merece ser assistido, que toca neste tema, quando um atleta chega lá no topo.
Nós, aqui do Pedalando Junto, iremos acompanhar e reunir informações dos atletas brasileiros nas provas, e deixar em evidência que temos para quem torcer, incentivar em busca de pódios.
