Alex Malacarne termina em 21º em La Thuile e mantém sequência de resultados na Copa do Mundo de XCO

La Thuile, nos Alpes italianos, foi uma das etapas mais exigentes do calendário de Copa do Mundo de XCO, e Alex Malacarne chegou lá sabendo disso. No domingo, o brasileiro terminou em 21º lugar numa prova de oito voltas, completando o circuito em 1h30min28s, a pouco mais de seis minutos do vencedor. Não é o resultado mais brilhante da temporada dele, mas o contexto conta muito: mais uma semana de competição em alto nível, e ele cruzou a linha de chegada dentro do primeiro quarto dos 82 atletas que finalizaram a prova.
A corrida começou bem melhor do que terminou, pelo menos em termos de posição. Malacarne largou na segunda fila, o que, numa prova de XCO com circuito técnico, faz diferença real no acesso às primeiras passagens. Ele aproveitou bem a largada e foi confiante na primeira volta. O problema veio na segunda: numa descida com obstáculos de troncos, ele quase foi ao chão. Conseguiu salvar a bicicleta, mas perdeu alguns postos naquele momento e ficou por ali até o fim. Em palavras dele, publicadas nas redes sociais, foi da posição daquele susto que ele terminou a prova.
O que chama atenção não é só o 21º lugar, mas o que ele representa dentro de uma sequência. Na etapa de Lenzerheide, Malacarne havia feito o 14º lugar, seu melhor resultado do ano até então. La Thuile ficou um pouco abaixo disso, mas o padrão de presença no pelotão principal se mantém. Para um atleta brasileiro competindo no circuito mundial de XCO, essa consistência tem valor concreto: é o que gera pontuação no ranking UCI, e é o ranking que define a posição de largada nas próximas etapas, criando ou fechando oportunidades ao longo da temporada.
Outro brasileiro completou a prova em La Thuile: Ulan Galinski terminou em 31º, com 1h32min56s. No lado feminino, Raiza Goulão foi 37ª, com uma volta de atraso. Karen Olimpio e Gabriela Ferolla, esta última na categoria Sub-23, não largaram.
A etapa foi dominada pelos franceses: Luca Martin venceu com 1h24min36s, seguido por Mathis Azzaro e Adrien Boichis, compondo um pódio inteiramente da França. Um resultado que diz muito sobre o momento da escola francesa no XCO, que vem produzindo atletas de ponta com regularidade nos últimos anos.
Malacarne deixou claro que a cabeça está no processo: aprender em cada prova, acumular experiência em circuitos que ele mesmo diz que não imaginava chegar. Esse tipo de maturidade de corrida, saber administrar um quase tombo e não deixar a prova desandar, é o que diferencia atletas que constroem uma carreira internacional dos que aparecem uma vez e somem.
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