Já parou pra imaginar em cima de qual bike pedalam os caras que disputam Copa do Mundo de cross-country? Pois é exatamente isso que eu fui atrás. Neste vídeo eu reuni as bicicletas usadas pelos melhores atletas de MTB do planeta, incluindo a bike "secreta" que Thomas Pidcock anda. E olha, tem máquina de respeito aqui.
A maioria é full suspension de XC, leve, com geometria afiada pra pista. Mas tem hardtail nessa lista também, e é aí que mora a resenha.
As bikes e seus donos
| Atleta | Bike |
|---|---|
| Giugiu | Impact Carbon Evo |
| Jaqueline Mourão | Trek Supercaliber 9.9 XX1 |
| Luiz Cocuzzi | Soul Volcano |
| Mathieu van der Poel | Canyon Lux CF |
| Victor Koretzky | Orbea Alma |
| Thomas Pidcock | BMC TwoStroke |
| Pauline Ferrand-Prévot | BMC TwoStroke |
| Ondřej Cink | Kross Level TE |
| Mathias Flückiger | Thömus Tomcat |
| Nino Schurter | Scott Spark |
O que chama atenção nessa lista
A primeira coisa: nem todo mundo da elite anda de full suspension. Repara que Pidcock e Pauline Ferrand-Prévot correm com a BMC TwoStroke, que é um hardtail. Em pista seca, rápida e com pouca pedra, um quadro rígido bem leve ainda entrega, e essa galera tem bagagem de sobra pra domar a bike sem o conforto da traseira.
Do lado das full, a Trek Supercaliber da Jaqueline Mourão é um caso à parte: ela usa o conceito de suspensão traseira minimalista, de curso curtíssimo, que dá quase a eficiência de um hardtail com um pouco do conforto de uma full. Já a Scott Spark do Nino Schurter e a Canyon Lux do Van der Poel são as full de XC mais clássicas do pelotão, leves, com travamento e geometria de competição.
Tem também o orgulho nacional: a Soul Volcano aparece aqui sob os pés do Luiz Cocuzzi, mostrando que marca brasileira anda no meio dos gigantes.
E a tal bike secreta?
O Pidcock é o cara que tem mais de uma máquina na jogada, ele aparece tanto com a BMC TwoStroke (hardtail) quanto com a BMC FourStroke (full). É a velha estratégia do atleta de ponta: escolher o equipamento certo pra cada tipo de pista. Hardtail pra subir e voar no seco, full pra segurar o tranco no técnico.
No fim das contas, fica a lição de sempre: não existe bike mágica. Existe a bike certa pro terreno, pro estilo e pro nível do atleta. Esses caras provam isso toda semana.
Dá o play no vídeo aí em cima que eu passo bike por bike, com os detalhes de cada quadro e as specs que dá pra ver de perto.
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