
O fim de semana em Les Gets, na França, foi daqueles que a gente guarda na memória. A etapa francesa da Copa do Mundo de Mountain Bike, disputada em 23 de agosto, entregou corridas emocionantes no XCO, com direito a duelo de gigantes no masculino e uma vitória suíça no feminino. Do lado brasileiro, Ulan Galinski foi o destaque, fechando a Elite masculina na 28ª posição, melhor resultado entre os nossos atletas.
Brasileiros em Les Gets
Ulan Galinski fez uma prova consistente e cruzou a linha em 1h24min20s, 4min32s atrás do vencedor. O resultado rendeu 50 pontos importantes na classificação. Alex Malacarne também esteve no pelotão, terminando em 40º lugar com 28 pontos, e Gustavo Xavier ficou em 77º. No feminino, Raiza Goulão foi 45ª e Giuliana Morgen, 46ª, ambas completando uma volta atrás da campeã. Na Sub-23, Luiza Cocuzzi (58ª) e Gustavo Nogueira (84º) representaram o país. O desempenho mostra que o Brasil segue pontuando, mas ainda precisa de mais consistência para brigar com o topo.
Van der Poel volta a andar na frente
O grande nome do XCO masculino, no entanto, foi o retorno de Mathieu van der Poel ao mountain bike, quase um ano depois de sua última prova. O holandês, que vinha do Tour de France, encarou o circuito técnico de Les Gets de igual para igual com os especialistas. No Short Track de sexta, ele quase se acidentou num trecho de pedras, mas salvou e terminou em 10º , resultado que lhe garantiu uma boa posição de largada no domingo. No XCO, Van der Poel rodou no grupo da frente, atacou e só foi superado pelo francês Adrien Boichis nos metros finais, perdendo por meros 7 segundos. “Sinto que faltou aquele último gás para vencer, mas estou contente com o rendimento”, disse. Uma declaração que soa como aviso para o Mundial de Val di Sole, que acontece na semana seguinte.
O que esperar do Mundial de Val di Sole
Com a performance em Les Gets, Van der Poel se coloca como candidato ao arco-íris, mesmo saindo da quinta fila no grid. Dois fatores jogam a favor: a forma física impressionante e a habilidade técnica, que ele mostrou estar afiada. Mas o caminho é duro , Alan Hatherly, Tom Pidcock e o próprio Boichis, agora embalado pela vitória em casa, são adversários de peso. Para os brasileiros, o Mundial também será uma oportunidade de evolução, especialmente para Ulan, que vem ganhando experiência e pode surpreender.
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