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iGPSPORT do BSC100S ao iGS800: qual escolher em 2026

Teve uma época em que a minha mesa parecia vitrine da iGPSPORT. Abri de uma vez a caixa do BSC200, do BSC300 e do bracelete cardíaco, com o BSC100S e o iGS630 já rodando na bike, tudo mandado pela Lobão Bikes, que é a importadora oficial da marca no Brasil. Meses depois chegou o iGS630S, e mais tarde o iGS800. Não é conteúdo pago: eles mandam, eu uso, e falo o que achei. Mas o motivo de eu ter aceitado tanto aparelho é simples: a iGPSPORT é a marca que mais balançou o mercado de ciclocomputador no Brasil, porque tem uma linha inteira, do aparelho de duzentos reais ao topo, e todos com nota fiscal e garantia por aqui.

O problema é que a linha confunde. Os aparelhos têm o mesmo formato, os nomes são parecidos (BSC100S, BSC100Max, BSC200S, BSC300T, BSC500, iGS630S, iGS800, BiNavi), e eu mesmo, no vídeo da linha BSC, me peguei falando "IGS" quando queria dizer "BSC". Este guia é a organização que eu queria ter tido na mão naquele dia. Ele mistura o que eu testei de verdade com o que a linha virou em 2026, e eu separo bem uma coisa da outra.

Três degraus, não oito modelos

Eu leio qualquer ciclocomputador nos cinco eixos do guia, e na iGPSPORT os eixos viram três degraus bem nítidos. O primeiro degrau é o aparelho que registra: GPS de verdade no lugar do velocímetro de fio, sensor de cadência e frequência, tudo indo pro Strava, e só. O segundo é o que segue rota e treina: você importa um percurso e ele desenha a linha na tela, sem mapa embaixo, e recebe o treino estruturado do TrainingPeaks. O terceiro é o que tem mapa e navegação plena: mapa do Brasil dentro, aviso de virada, recálculo quando você erra, e o perfil da subida na tela.

Cada degrau custa mais e, dentro da mesma geração, entrega menos bateria. Foi a primeira coisa que eu notei com o trio BSC na mão: o 100 declarava 40 horas, o 200 declarava 30 e o 300, 20. Quanto mais o aparelho faz, mais ele gasta. Isso continua valendo na linha de 2026.

Degrau 1: BSC100S e BSC100Max, o velocímetro que virou GPS

O BSC100S é o aparelho mais honesto da marca. Dois botões só, tela de 2,6 polegadas em preto e branco, 40 horas de bateria, 67 gramas, USB-C, IPX7, e memória pra 250 horas de pedal. Ele pareia sensor de cadência, velocidade, frequência cardíaca e até medidor de potência por ANT+ e Bluetooth, e manda tudo pro Strava e pro TrainingPeaks pelo app. O que ele não faz é receber nada de volta: nem rota, nem treino, nem mapa. Na configuração de tela, ele te dá quatro telas com seis campos cada, enquanto os irmãos maiores dão oito telas com oito campos.

Em 2026 ele ganhou um irmão que eu ainda não testei, o BSC100Max: a mesma proposta, com tela de 3 polegadas, 68 gramas, as mesmas 40 horas e memória pra 750 horas. A ficha oficial só lista sensores por Bluetooth, sem ANT+, e continua sem mapa, sem rota e sem treino estruturado. É o degrau 1 com tela grande, pra quem quer ler número de longe.

Degrau 2: BSC200S e BSC300T, rota na tela e treino do TrainingPeaks

O BSC200 que eu testei tinha cinco botões, tela de 2,5 polegadas e memória pra 400 horas, e era o primeiro da linha a aceitar câmbio eletrônico e a desenhar a linha do percurso. O sucessor de 2026 é o BSC200S: tela de 2,4 polegadas colorida, 66 gramas, 25 horas de bateria, os mesmos 400 horas de memória. A ficha diz que ele segue rota com aviso de virada e recebe treino estruturado, mas não tem mapa embaixo da linha, não recalcula quando você erra e não mostra perfil de subida. O medidor de potência entra só por ANT+.

O BSC300 foi o pulo do gato daquela geração: a iGPSPORT botou tela colorida num aparelho barato, e ele era o único do trio que recebia o treino estruturado do TrainingPeaks. Tinha 8 GB pra guardar mapa. O de 2026 é o BSC300T, e o T é de toque: tela de 2,4 polegadas sensível ao toque, mais seis botões, 67 gramas, 20 horas, e a memória subiu pra 32 GB com mapa colorido dentro. Eu não testei o 300T, mas conheço bem o 300, e a ficha deixa claro onde ele para: o GNSS é de uma banda só, ele não recalcula a rota quando você erra e não tem o iClimb. Ou seja, tem mapa, mas ainda não é navegação plena. É o degrau 2 com mapa de pano de fundo.

Um alerta que vale pros dois: câmbio eletrônico entra a partir do 200. E-bike, nenhum dos BSC daquela geração conectava, e o próprio iGS630, que dizia conectar, nunca pareou com o Shimano STEPS na minha bike.

Degrau 3: iGS630S, o que eu testei a fundo

O iGS630S foi o aparelho que me fez gravar o vídeo dizendo que um ciclocomputador não precisa ser caro pra ser de alta qualidade. Ele é do mesmo tamanho do iGS630, e você quase não vê diferença por fora. A diferença aparece quando liga. O menu ficou visual: o mapa que você exportou já aparece no bloco, o treino novo aparece no bloco, o último histórico mostra o desenho do percurso, o clima está ali. A fonte ficou mais nítida e os campos ganharam cor por tipo de dado, então o olho acha a frequência cardíaca e a potência sem ler o rótulo. Dá pra pôr até dez campos numa tela e ter até dezesseis telas, escolhendo entre mais de 150 campos em 16 categorias.

Por dentro, a bateria virou 1.700 mAh, o que deixou o aparelho 10 gramas mais pesado (100 gramas contra 90) e a autonomia declarada em 45 horas, com carga 50% mais rápida por USB-C. A memória dobrou de 8 pra 16 GB, e o mapa do Brasil já vem dentro: é ligar e sair. O mapa me deixou satisfeito, mostra a cidade, a trilha, o parque perto de casa com a lagoa azul. Tem retorno ao ponto de partida com um toque, o Smart Back On Track que marca com uma seta vermelha que você saiu da rota, e ponto de interesse que você marca no meio do pedal. Tudo isso eu vi funcionar, mas confesso que ainda não criei a situação difícil, a rota longa em lugar que não conheço pedindo pra ele me trazer de volta. Fica pra outro vídeo.

Duas coisas separam o 630S do 630 de verdade. A primeira é o GNSS: virou Full GNSS com duas bandas, L1 e L5, coisa que na época só topo de linha tinha, e é o que segura o sinal em mata fechada. A segunda é o iClimb Pro, o perfil da subida que está por vir, com quanto falta e a inclinação por cor. É uma das funções mais geniais que eu vi num ciclocomputador nos últimos anos, principalmente em prova, pra dosar e não apagar no meio da rampa.

E aí vem o segmento ao vivo, que eu esperava tanto e que me frustrou: não é o do Strava. É um segmento que você cria dentro da plataforma da iGPSPORT, e criar é prático, mas a graça do segmento é o do Strava, onde todo mundo está. Registro o ponto pra marca por ter começado, e fico esperando a evolução.

O topo em 2026: BSC500, iGS800 e BiNavi

Depois do 630S a linha ganhou três aparelhos no degrau 3. O iGS800 substituiu o 630S como topo e eu já escrevi o review dele: tela de 3,5 polegadas, mais de 50 horas de bateria, 32 GB e Wi-Fi. O BSC500 eu não testei: pela ficha, é uma tela de 3,3 polegadas com toque, 107 gramas, 25 horas, 32 GB, duas bandas, mapa com recálculo e iClimb, ou seja, o degrau 3 completo num corpo mais barato que o 800. E o BiNavi (com o irmão BiNavi Air, de 77 gramas) é a aposta da marca em navegação, que eu ainda não pus a mão.

AparelhoDegrauTelaBateriaPesoMapaBandasSubidaTestei?Lobão, 05/09/2026
BSC100S12,6" P&B40 h67 gnão1nãosimR$ 448 (kit com capa e suporte)
BSC100Max13,0"40 h68 gnão1nãonãoR$ 463
BSC200S22,4" cor25 h66 gsó a linha1nãoo BSC200R$ 700
BSC300T22,4" toque20 h67 gsim, sem recálculo1nãoo BSC300R$ 1.115
iGS630S32,8" cor45 h100 gsim2iClimb ProsimR$ 1.949
BSC50033,3" toque25 h107 gsim2iClimbnãoR$ 1.982
iGS80033,5" toque50 h110 gsim2iClimbsimR$ 2.999
BiNavi33,5" toque35 h103 gsim2iClimb 3.0nãoR$ 2.430

Ficha oficial de cada aparelho conferida em 04/09/2026 no site da iGPSPORT (o iGS630S saiu do site global; a ficha é a da Lobão Bikes). Bateria é a hora declarada pela marca. Preço é o do aparelho sozinho na Lobão Bikes em 05/09/2026, promocional quando havia; o BiNavi Air estava a R$ 2.144. Os aparelhos que eu testei, os vídeos estão no canal.

Qual eu escolheria

Se a pergunta é "quero sair do celular", BSC100S, e se os olhos pedem tela grande, BSC100Max. Se você já segue rota de prova ou de amigo e treina com planilha, o BSC300T resolve, e o BSC200S resolve se o mapa de fundo não te faz falta. Se você pedala em lugar novo, faz prova com subida ou quer o aparelho que não te deixa na mão em mata fechada, o degrau 3 começa no iGS630S, e é aqui que a conta da iGPSPORT fica difícil de bater: em janeiro de 2024 ele estava a R$ 1.799 na Lobão (R$ 1.949 em setembro de 2026), com nota e garantia, enquanto aparelho equivalente de outra marca passava de R$ 4.000 e o topo de linha solar da Garmin beirava R$ 7.000. Preço muda, então confira, mas a proporção eu nunca vi mudar.

Entre o 630S e os novos do degrau 3, a regra que eu dei no review do 800 vale: quem tem o 630S não troca, a não ser vendendo o usado sem deságio. Quem vai comprar agora e quer tela grande e bateria de esquecer, vai de iGS800. Quem quer o degrau 3 gastando menos, o BSC500 é o candidato, com a ressalva de que eu ainda não o testei. Coloquei o BiNavi Air, o BSC500 e o BSC300T lado a lado no comparador, com a ficha de cada um, pra você ver linha por linha onde cada real a mais vai parar.

Onde comprar com segurança: a iGPSPORT que eu confio no Brasil vem da Lobão Bikes, importadora oficial, com nota fiscal, garantia e peça de reposição. O cupom PJ5 dá desconto em qualquer produto deles, e eu não recebo comissão por isso.

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